OS Militares No DIVÃ: 1889-1985
Independently published
ISBN13:
9798642018903
$13.85
Este ensaio é uma análise histórica psicanalítica do período entre 1889 e 1985. O ator social em foco é principalmente o militar. Seguiu-se a trajetória do ator social militar na sua relação com o poder. Refizemos a história do "irrequieto desejo de poder" das Forças Armadas em sua relação com o Estado, desde a proclamação da República até os dias atuais. O ator social Forças Armadas conquistou o Poder diretamente em 1889, em 1937 e em 1964. Ao menos desde 1930, os militares constituíram um poder acima do legal, contra o qual não se governa (Rouquié). Murilo de Carvalho cunhou o conceito intervencionismo tutelar. Seria uma herança do Poder Moderador Imperial. Na questão das Forças Armadas em seu comportamento político, as acompanhamos enquanto organização burocrática em sua trajetória histórica. Procuraremos responder à seguinte pergunta: como o ramo da burocracia estatal, especializada no uso da força física, se autonomizou da liderança política civil detentora do poder legítimo? Como usurpou seu lugar de direito? Desde 1964, o enfrentamento de clãs ou partidos militares ocorreu no Alto Comando. É nele que se davam as lutas sucessórias para a Chefia do Estado. O Ato Institucional n 5 de 1968 marcou uma mudança do regime para se instaurar o controle absoluto (uma revolução na revolução). Foi o mais violento golpe militar da história brasileira.A engrenagem da "abertura" entrou em marcha e não mais pode ser detida. O Presidente militar manteve-se neutro e a Oposição levou no Colégio Eleitoral, com Tancredo Neves.Assim, terminava em 1985 o mais longevo regime de exceção da história brasileira.Os militares voltaram ao poder, pelo voto, em 2018, através de um candidato de extrema direita, ex-Capitão do Exército. A idealização do postulante ("o Mito") foi potencializada pela tentativa de assassinato (a facada), imputada a um ex-militante da extrema esquerda, remoendo lembranças remotas da luta armada. Então, foi eleito pela maioria do eleitorado brasileiro esse candidato da extrema direita, que fez explicitamente apologia de feitos macabros do antigo "Sistema" de 68.O Brasil estaria ingressando numa democracia iliberal?Esse ensaio pela reconstituição histórica do ator social militar de 1889 a 1985 pode responder a essa questão.Os militares constituem um poder acima do legal, contra os quais não se governa. Cunhou-se o conceito intervencionismo tutelar, uma herança do Poder Moderador Imperial. O Estado Novo transformou o Exército num ator social que participava ativamente da tomada de decisões. Foi preciso esperar a democratização em 45 para que os partidos ou correntes militares se expressassem mais livremente. As Forças Armadas, profundamente politizadas ou ideologizadas, estiveram, desde 1945, divididas em duas grandes tendências (ou partidos). O confronto entre elas se realizava abertamente nas eleições do Clube Militar. As maiorias transitórias ora são favoráveis a uma linha nacionalista populista, na estirpe de Vargas e de seus herdeiros, ora próximas dos liberais conservadores da União Democrática Nacional. O setor hegemônico do Exército acaba constituindo o dispositivo militar, cujo apoio é indispensável para a estabilidade política dos governos. A partir da "era militar" de 1937 podem-se distinguir dois períodos de sinais trocados. O primeiro vai até 1955 e predominam as tendências nacionalistas. No final dos anos 50, a onda da Guerra Fria atinge o país através do desafio cubano e corresponde a uma guinada conservadora e anticomunista das Forças Armadas. A crise do Estado populista, relançado por Jango Goulart, provoca o golpe militar de 64.Na burocracia militar, a hegemonia nacionalista se deslocou para a tendência conservadora, de ideologia alicerçada na Doutrina da Segurança Nacional.O Ato Institucional n 5 de 1968 marcou uma mudança do regime para se instaurar o controle absoluto (uma revolução na revolução). Foi o mai
- | Author: Fernando A. M. Flora
- | Publisher: Independently Published
- | Publication Date: Apr 29, 2020
- | Number of Pages: 110 pages
- | Binding: Paperback or Softback
- | ISBN-13: 9798642018903
- Author:
- Fernando A. M. Flora
- Publisher:
- Independently Published
- Publication Date:
- Apr 29, 2020
- Number of pages:
- 110 pages
- Binding:
- Paperback or Softback
- ISBN-13:
- 9798642018903